domingo, 23 de dezembro de 2007

Today's Tip: "Stardust"


"A philosopher once asked, "Are we human because we gaze at the stars, or do we gaze at them because we are human?" Pointless, really...”Do the stars gaze back?" Now *that's* a question."

Daqueles filmes em que se entra a pensar: "Oh, não! Outro «Lord of the Rings» Wannabee..." e... se tem uma agradável surpresa ;)

sábado, 22 de dezembro de 2007

Fernando Pessoa

— Amo como o amor ama.
Não sei razão pra amar-te mais que amar-te.
Que queres que te diga mais que te amo,
Se o que quero dizer-te é que te amo?
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Quando te falo, dói-me que respondas
Ao que te digo e não ao meu amor.
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Ah! não perguntes nada; antes me fala
De tal maneira, que, se eu fora surda,
Te ouvisse todo com o coração.

Se te vejo não sei quem sou: eu amo.
Se me faltas [...]
... Mas tu fazes, amor, por me faltares
Mesmo estando comigo, pois perguntas —
Quando é amar que deves. Se não amas,
Mostra-te indiferente, ou não me queiras,
Mas tu és como nunca ninguém foi,
Pois procuras o amor pra não amar,
E, se me buscas, é como se eu só fosse
Alguém pra te falar de quem tu amas.
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Quando te vi amei-te já muito antes:
Tornei a achar-te quando te encontrei.
Nasci pra ti antes de haver o mundo.
Não há cousa feliz ou hora alegre
Que eu tenha tido pela vida fora,
Que o não fosse porque te previa,
Porque dormias nela tu futuro.
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E eu soube-o só depois, quando te vi,
E tive para mim melhor sentido,
E o meu passado foi como uma 'strada
Iluminada pela frente, quando
O carro com lanternas vira a curva
Do caminho e já a noite é toda humana.
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Quando eu era pequena, sinto que eu
Amava-te já longe, mas de longe...
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Amor, diz qualquer cousa que eu te sinta!
— Compreendo-te tanto que não sinto,
Oh coração exterior ao meu!
Fatalidade, filha do destino
E das leis que há no fundo deste mundo!
Que és tu a mim que eu compreenda ao ponto
De o sentir...?

quinta-feira, 20 de dezembro de 2007

O Que Fica Quando o Tempo Passa?

o que fica quando o tempo passa?

Todos nós sabemos que vamos morrer. Todos sabemos que, um dia, o nosso corpodeixará de acompanhar o nosso desejo de viver. Sabemos que sim...mas escolhemos ignorar esse facto. Preferimos viver num engodo, em que "amanhã fazes isso...Não há pressa".


A sociedade ocidental, ao contrário de outras, em vez de ver a mortecomo justificação da vida, escolhe ignorá-la. Vemos a morte como umadoença para a qual ainda não encontramos a cura e procuramos, e sempreprocuraremos, o elixir da eterna juventude...


Outro tipo de visão têm os budistas, por exemplo, que tentam encarar a morte como algo natural e não choram perto dos moribundos, escolhendo, nesta hora derradeira, dar-lhes antes algum conforto psicológico, garantir-lhes que este não é o fim.
O que fazemos tem algo a ver com a religião predominante no ocidente, o cristianismo.Por acharmos que não temos mais nenhumaoutra vida para viver, escolhemos ignorar que a vida quetemos irá acabar um dia. Mas, não deveria ser ao contrário?


Sabemos que a morte é real, sabemos que não podemos evitá-la. Então, ignoramo-la enquanto podemos. Sabemos que, após a morte, reina o nada, a não-vida, mas escolhemos acreditar numa vida para além da morte, como uma espécie de embalo, de bela mentira que nos faz viver um bocadinho mais felizes.


Mas não podemos, quer acreditemos num Deus, quer não, deixar a felicidade como um objectivo que iremos cumprir após a morte. Se tivermosoportunidade, porque não procurar a felicidade plena nesta vida? É preciso que deixemos de vera morte como tema tabu e só pensar nela quando a morte nos beija e não podemos fugir... Porque não viver, VIVER enquanto podemos e abraçar a morte como aquilo que ela é: o fim de uma vida, de um ciclo e que, como em tudo, lhe dá valor?


Porque não aproveitar o concreto, enquanto o tempo não foge e deixar de lado odeixa andar e aceitar a morte como algo natural...?


Porque, afinal de contas, o que fica quando o tempo passa? Fica a saudade do que já foi e a memória do que se viveu ou fica o arrependimento, por não termos vivido?

Sinto-me Explorada...


Isto é inadmissível nos dias de hoje... explorar pobres e indefesos(as) orégãos... A minha alma está parva.

sexta-feira, 7 de dezembro de 2007

Today's Tip: Não tentem entender o que isto é...há coisas que simplesmente não têm explicação

So...this is war...

Somos o Echelon

Quase que podia terminar por aqui...deixar a introducao incompleta...porque esta frase resume tudo...

Somos o Echelon

Somos um grupo de pessoas que se reunem diariamente à volta do mesmo espaco...pessoas que debatem, falam de trivialidades, contam o seu dia a dia...deixam transparecer aquilo que sao...aquilo que de bom e de mau tem...e que sao aceites tal e qual como sao...

Somos unidos, porque o mesmo objectivo nos move e a mesma paixao pelas coisas nos guia...a mesma paixao pela musica, a mesma forca de vida, a mesma vontade de mudar o mundo

Somos quem somos, e ninguem nos pode mudar...somos aquilo que fomos e aquilo que seremos e vamos crescendo e aprendendo juntos...conquistando vitorias que ontem pareciam impossiveis

Somos uma familia...porque so uma familia consegue enfrentar tempestades e sair de la com um sorriso nos labios...so uma familia consegue fazer chorar de felicidade quem minutos antes chorava por motivos menos bons

Somos abrigo...para todos aqueles que nao se sentem completos la fora...para todos aqueles que nao sao compreendidos e para todos aqueles que simplesmente querem algo mais

Somos a força...porque movemos montanhas intransponiveis...realizamos facanhas com as quais os outros somente sonham

somos futuro...porque nao fugimos da luta e nao temos medo de continuar passo a passo...devagar...mas com forca...seguindo o caminho aparentemente menos indicado.

Somos nós...simplesmente nos...porque nao pretendemos deixar de ser diferentes..porque sabemos que as nossas diferencas sao aquilo que nos une...

Somos herois..porque todos os dias construimos algo grandioso, sem mesmo nos darmos conta...porque todos os dias ajudamo-nos uns aos outros sem querer nada em troca...porque todos os dias morremos e renascemos das cinzas..melhores companheiros...melhores amigos..melhores pessoas

Somos o Echelon...porque simplesmente somos o que somos...porque isto, que construimos..nao tem paralelo nem copia...nao tem explicacao...

somos o Echelon e isso...é uma batalha diaria...

somos o Echelon...porque lutamos pelo direito de ter esse nome.

(Para todos aqueles que aqui estao...aqueles que ja partiram e aqueles que agora comecam...)

sexta-feira, 30 de novembro de 2007

“A pirataria é um problema geracional”



Miguel Guedes, músico e representante da Cooperativa de Gestão dos Direitos dos Artistas (GDA), comenta o consumo de pirataria e diz que é preciso agir.
O consumo de pirataria em Portugal é cada vez maior. Numa realidade cada vez mais digital, os utilizadores não resistem a obter música através de um “download” ilegal. As justificações para este acto são várias, mas a verdade é que quem sai prejudicado são os artistas, os produtores e todas as pessoas envolvidas na indústria discográfica.

Miguel Guedes lamenta o panorama actual e refere que, se por um lado “ é evidente que as pessoas possam não conseguir comprar toda a música que desejariam ouvir, também é verdade que se assiste a um fenómeno estranho, que é o facto de muita gente fazer downloads de muita música que nunca vai ouvir na vida, só pelo simples facto de ter, possuir.”

A consciência e o conhecimento de este ser um acto criminoso não impedem que se continue a consumir pirataria, e a verdade é que se a tendência não se inverter, a sobrevivência dos artistas portugueses torna-se cada vez mais difícil.

Por isso, Miguel Guedes alerta para a importância de se começar desde já pelo ensino básico, para criar uma mentalidade diferente da actual. “ Penso que há uma geração que está irremediavelmente perdida para esta luta; é preciso ensinar às crianças que piratear é um acto criminoso, como entrar numa loja e roubar um CD”. Simultaneamente, o músico sublinha a necessidade da existência de medidas repressivas, não só contra sites e pessoas que albergam música pirata mas também dirigidas aos consumidores finais.

Miguel diz que este é um problema geracional e defende que a “democratização da cultura não é ter gratuitamente tudo o que é feito por gente que trabalha”, como se pensa actualmente. Segundo o músico dos Blind Zero, esta democratização pode ser fantástica, “se for entendida de uma forma racional e equilibrada”.
Uma luta complicada, que promete continuar nos próximos tempos.
Verónica Pereira
2ºano
Turma 4

“Acredito na subsistência do CD”


Miguel Guedes diz que a adaptação ao digital por parte dos músicos é legítima, mas acredita que o suporte físico vai subsistir.

As iniciativas de adaptação à realidade digital são cada vez mais frequentes por parte de bandas e artistas. Disponibilizar álbuns na Internet por um preço livre começa a ser prática comum para combater a pirataria e o preço dos CDs.

Miguel Guedes reconhece as potencialidades do digital nesta área e admite que “a indústria discográfica acordou muito tarde para o fenómeno da Internet”. No entanto, considera que estas estratégias resultam apenas para bandas mundiais, com um grande público.

O suporte físico continuará, na sua opinião, a existir, até porque “haverá sempre românticos como eu que terão uma relação com o vinil, com o CD, com o DVD, com a imagem…Custa-me a acreditar que tudo será tão desmaterilizável”. O músico dos Blind Zero valoriza a obra no seu conjunto, pois diz que “há todo um trabalho em torno da música que não é só a música: é a capa, o CD, o layout, a letra impressa…Porventura isso também poderá estar em suporte digital mas para mim não é a mesma coisa”.

Em relação ao preço actual dos CDs, Miguel considera que uma baixa de preços, apesar de ser possível, não resultaria para combater os “downloads” ilegais. “Não me parece que vá resolver o problema, até porque há imensas campanhas de nice price e nem por isso as pessoas aderem a CDs mais baratos. A tentação de ter ilegalmente uma coisa gratuita é mais forte”.

O representante da GDA reforça a possibilidade de se aceder a sites oficiais e fazer “downloads” legais de apenas algumas músicas, onde os artistas e os produtores são pagos. Porque há direitos que devem ser respeitados, para que “dentro deste mundo, tentemos fazer dele um mundo melhor para os artistas”, termina Miguel Guedes.
Verónica Pereira
2º ano
Turma 4